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terça-feira, janeiro 30, 2007

AMOR E RAZÃO



(foto extraída-site google imagens)

O Amor impera onde prevalece a boa vontade! Assim, tão simples como parece.


Neste final de semana, entre uma troca e outra de canal na TV (especialidade masculina - dominar o controle remoto), estanquei em um programa evangélico, desses rotineiros em que o Pastor esbraveja, salta, canta enfim, coloca toda a sua energia para transmitir sua mensagem aos fiéis.

Quem me conhece sabe que não sou evangélico, porém respeito profundamente quem o é e, principalmente, aqueles que se dedicam a essa religião com responsabilidade. É o caso deste Pastor.

Bem, estava lá, o Pastor Malafaia (ver: www.prsilasmalafaia.com.br). Ele, entre uma careta e outra, falava do amor, não como um acaso mas como um ato pensado, superior, de pura escolha e não, como muitos pensam e defendem, uma obra do destino.

Com paciência ouvi a dissertação do Pastor e, aos poucos, fui me convencendo que ele tinha muita razão.

Ora, o amor é um sentimento e, por isso mesmo ele deve ser trazido à razão. É possível? Sim!

No contexto Malafaia relatava situações vivenciadas por ele, como orientador espiritual de sua congregação, a respeito de pessoas que se diziam apaixonadas, casavam e, meses depois se separavam. Algum tempo depois se apaixonavam novamente, se casavavam e, novamente se separavam, isso tudo no seio de "sua" igreja.

Qual é o problema nisso tudo. A priori, nenhum. O que ocorre na igreja é um retrato da nossa sociedade atual, sociedade essa que privilegia o individualismo e que o coloca, muitas vezes, como um objetivo a ser alcançado. Concordo com o Pastor, há algo aqui que carece de uma reflexão mais profunda.

Obviamente, nos dias atuais, as pessoas chegaram à compreensão da não necessidade de passar uma vida inteira em conjunto com outra, se seus objetivos não são afins, se não compactuam de projetos pessoais que os impulsionem rumo a uma vida próspera.

Nós, em nossa modernidade, não casamos em função de um desejo de nossos pais ou por negociações, acertos matrimoniais ainda no berço, como era no passado. Temos o poder de escolha e deveríamos exercê-lo. Porém, isto não acontece, na maioria das vezes.

A ilusão do mundo, toma conta dos comportamentos e coloca nossas emoções acima de qualquer decisão racional. Quero reafirmar, fazendo minhas as palavras do Pastor. Você pode escolher a quem amar, como amar e quando amar. A decisão torna-se mais profunda ainda, quando você é parte de uma congregação religiosa respeitável, não importa qual ela seja.

Nós, atualmente podemos escolher. Há tempo para namorar, há tempo para noivar e há tempo para casar, se unir com uma pessoa para constituir uma família. E família, para mim, continua sendo a base da sociedade. São pequenos núcleos que tem o poder de alterar qualquer quadro social, por mais nefasto que se apresente.

Se podemos escolher, devemos exercer esse direito. Amar com a razão, no meu entendimento, significa ponderar sobre os benefícios que esta relação irá trazer para ambos e que ela dure o tempo que precisar.

Para se perpetuar uma relação de amor é necessário ter, ou desenvolver, boa vontade. Boa vontade em compreender, em ouvir o que o outro tem a dizer, respeitando-o. Boa vontade é compreender os próprios limites e os limites do outro e, assim, gradualmente consolidar uma relação que será eterna, por princípios, enquanto durar.

É necessário compreender que vivemos no mundo e o mundo é pura ilusão e, sendo ilusão, ele te convida à todo o instante para seus deleites mas, certamente, ele cobrará um preço por isso.

Polêmico? Nem tanto!

Reflita e lembre-se dos relacionamentos que você conhece que começaram como uma paixão incontrolável e terminaram em...cinzas!
O que você pensa a respeito?
Um grande abraço.
Paulo Lima

Um comentário:

  1. Amigo de Montaigne30 janeiro, 2007 13:22

    Caro Paulo,
    estou visitando o seu blog pela primeira. Ainda não tive tempo de ler todos os "posts", mas logo, logo, certamente terei. Um abraço!

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