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foto: facebook/elbosquedeindara - alterada |
Eu
acredito na eternidade da alma!
Ainda assim entendo que esta vida é preciosa e curta
demais para se perder tempo odiando alguém. O ódio tem raízes históricas e
alguns arriscam dizer que é da natureza humana sentir ódio. A questão aqui é a
banalidade, na forma, com que o ódio é tratado.
Quando penso no sentimento ódio é inevitável associá-lo
ao medo. O medo é a base do ódio. O medo é o motivador da insegurança. Somente
odiamos aquilo que nos gera insegurança, aquilo que nos faz perder o controle.
A perda da sensação de controle causa o medo, que causa ódio, que causa
insegurança.
Posso até compreender que ódio faça parte da natureza
humana, mas compreendo, também, que o perdão também o é, além de ser um bálsamo
libertador na vida de quem o pratica com habitualidade.
Se você alimenta ou alimentou ódio por alguém, próximo ou
distante, desenvolva em si a meta de propiciar o perdão a si e a pessoa que é
objeto do seu ódio. O ódio é, basicamente, o contraponto da razão. Normalmente
aquele que odeia, o faz em função da sua insatisfação com a postura ou atitude
de alguém que lhe é querido, próximo.
É muito curioso que, apesar de toda nossa civilidade, não
sentimos ódio tão intenso por um criminoso. Podemos até ficar chocados com suas
atitudes criminosas, muitas vezes por que elas expõem nosso lado humano mais
sombrio – aquele que diz que nós poderíamos ter realizado aquele crime. Afinal
ele é humano, queiramos ou não, e nós também o somos.
Logo, o ódio maléfico, perdulário, que nos tira o sono é
aquele que se sente por alguém que é próximo a nós. Quantos irmãos deixam de se
conversar desde pequenos e se suportam apenas em função das aparências sociais.
Quantos filhos abandonam lares ou deixam de falar com seus pais, durante anos,
por não conseguirem compreendê-los ou aceitar suas deficiências.
Eu mesmo fui um destes. Por anos senti um profundo ódio
de meu pai, em função de seu alcoolismo. Não entendia eu, naquela época, que
ele sofria com uma doença e ele nem tinha consciência dela.
Neste meu drama pessoal, o pior foi compreender isto
quando ele já havia partido para o outro lado da vida.
Sempre que posso recomendo às pessoas: perdoem seus
próximos. Deixem de alimentar o ódio com atitudes que certamente não agregam
nada à vida de ninguém. Permita, no seu mais íntimo, o crescimento do amor e do
perdão. Perdoem a si próprios por deixar de alimentar a fonte do crescimento
humano. Eu falo do amor que deve habitar o coração e a atitude do ser humano no
seu dia a dia.
Entendam que não estou sugerindo a negação do ódio, não é
isso. A ideia é utilizar este sentimento como uma força motriz, propulsora para
novos e grandiosos aprendizados.
Mesmo que a alma seja eterna, esta vida é curta e ninguém
garante que do outro lado você terá a oportunidade de perdoar. Parece-me que,
como diz o ditado: aqui se faz aqui se paga.
Caso você não acredite na eternidade da alma o princípio
é o mesmo e se fortalece mais ainda: a vida é curta demais para desperdiçá-la
odiando alguém.
Texto de: Paulo Lima
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